Ter consciência!
Publicado por Christiano Oliveira em 20 novembro, 2007Quase que certo é o fato de eu receber criticas sobre este post, mas tenho certeza também que estou no meu direito ao escrever sobre isso.
Me preocupa o rumo que estamos escolhendo para acabar com o racismo e qualquer outro tipo de preconceito em nosso pais.
Preconceito esta associado a julgar antecipadamente algo ou alguém, justamente por conta de suas diferenças; seja esta social, racial, sexual, religiosa ou tantas outras quanto possamos enumerar.
A base para acabar com o preconceito é a igualdade, lógico que isso é utópico, mas falo de igualdade em direitos e deveres, de tratamento digno para qualquer ser humano, de liberdade, segurança etc.
Certo de que o principio é a igualdade, criar regras e ações que favorecem a uma classe qualquer - incita ainda mais o preconceito, já que estamos desde então fazendo uma classificação.
O ser humano não deve ser classificado - nossas diferenças são motivo de orgulho, mas seja ela qual for - sou a favor de um dia de consciência - não negra apenas, mas de todas as cores, credos e orientações. Um dia da consciência humana.
O dia 20 de novembro é o dia da Consciência Negra. A data foi escolhida pelo Movimento Negro em contraposição ao 13 de maio (dia da suposta abolição da escravatura) e é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que faleceu neste dia há 308 anos. Zumbi foi o líder do Quilombo dos Palmares - que é considerado o maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil. Mais de três séculos após a sua morte, constata-se que o racismo não deixou de existir, ou de se manifestar cruelmente. Na verdade, a opressão de cor somente modernizou-se, assim como a sociedade da opressão modernizou suas formas de dominação durante os anos.
As diversas organizações ligadas à questão racial têm esta data como um ponto de convergência para manifestações e reflexões sobre suas formas de luta e atuação por uma sociedade que saiba respeitar, contemplar e congregar as diferenças. Podem ser tomadas como exemplo a adoção - em meio a muitas discussões ainda em vigência - das Ações Afirmativas - cotas para negros, que já estão em vigor em universidades como a UERJ, UnB, UFAL e UNEB e a lei que obriga o ensino da história africana e afrobrasileira nas escolas, por exemplo.
Manifestações, atos e passeatas estão sendo organizados em todas regiões do país. As cidades de Piracicaba, Campinas, Limeira, Hortolândia, Ribeirão Pires, Santa Bárbara D'Oeste (SP), União dos Palmares (AL), Cuiabá (MT), Pelotas, Porto Alegre (RS) e Macapá (AP) e o estado do Rio de Janeiro instituíram o dia da Consciência Negra como feriado.
Tags: cronicas
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Publicado por Christiano Oliveira em 05 junho, 2007Sem muito o que falar, mas acho que uma música deixa as coisas mais alegres e poéticas:
Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Percebi que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro.
Pra quem nao se satisfaz com a letra apenas, pega aqui o link para ver e ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=LXIoxWT3yRo
Pra ela.
Publicado por Christiano Oliveira em 08 maio, 2007Por que ela é o amor da minha vida e hoje comemoramos nosso primeiro ano juntos.
Pelos 12 meses de felicidades, aprendizado, cumplicidade, descobertas e paixonite aguda...
...até pelos problemas e brigas que fazem parte de qualquer relacionamento, que nos mostram o quanto é real todo este amor.
Pelos sorrisos e até mesmo as gargalhadas que tivemos até hoje...
...mesmo que algumas lagrimas tenham caído também, até mesmo elas nos mostraram o valor dete sentimento.
Pelas vezes que você levanta à noite pra fazer qualquer coisa, só pra me agradar...
...também pelas manhãs que é tão difícil te tirar da cama.
Pela pessoa incrível que você é.
Por que não tem como não te amar cada dia mais.
Por que eu te amo.
Tags: cronicas, minha vida
A medida de amar...
Publicado por Christiano Oliveira em 02 maio, 2007Não sou, mas confesso que já fui, fã de Engenheiros do Hawaii...
Mas hoje depois de uma discussão em família, por algum motivo minha memória me trouxe a música abaixo, difícil explicar o momento e a situação, mas o fato é simples: Total falta de amor para com a "familia" que eu nasci, poucos membros me trazem alguma boa recordação ou sinal de carinho... (muito triste falar isso, mas é verdade)
Sempre acreditei que a gente ama... e simplesmente ama, sem explicar, sem cobrar, sem pagar por isso - mas o amor desta então família, mostrou-se diferente.
Como não consigo mudar minha opinião sobre o sentimento de amor, prefiro mudar sobre familia:
"Familia é nosso porto-seguro, onde sabemos que estamos entre os que nos querem bem e desejam nosso sucesso, independente desta ser sangue do seu sangue ou ser a familia que você escolheu para si"
Eu estou feliz com a minha atual familia! :)NúMeros
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Última edição do Guiness Book
corações a mais de 1000
...e eu com esses números?
5 extinções em massa... 400 humanidades
...e eu com esses números?
solidão a 2... dívida externa... anos luz
aos 33 jesus na cruz... Cabral no mar aos 33
...e eu ?o que faço com estes números?
a medida de amar é amar sem medida
velocidade máxima permitida
a medida de amar é amar sem medida
Nascimento e Silva 107... Corrientes 348
...e eu com esses números?
traço de audiência... tração nas 4 rodas
...e eu ?o que faço com estes números?
7 vidas... mais de mil destinos
todos foram tão cretinos
quando elas se beijaram
a medida de amar é amar sem medida
preparar pra decolar
contagem regressiva
a medida de amar é amar sem medida
mega ultra híper micro baixas calorias
kilowatts...gigabytes
...e eu ?o que faço com esses números?
a medida de amar é amar sem medida
preparar pra decolar
contagem regressiva
a medida de amar é amar sem medida
Tags: cronicas, minha vida
História sem enredo
Publicado por Christiano Oliveira em 24 abril, 2007Já era uma vez (Por Paulo Leminski)
Era uma vez uma história bem pobrezinha, tão pobrezinha que não tinha personagens, não tinha começo, não tinha meio, não tinha fim, nem enredo ela tinha. E para que serve uma história sem enredo?
A pobre da nossa história andava por aí pedindo:
- Um enredo, pelo amor de Deus!
Mas ninguém dá a mínima atenção a uma história sem enredo.
E a historinha sem enredo passava por grandes histórias, cada uma mais orgulhosa do seu enredo.
Uma era a história de um cavaleiro de armadura que atacava até moinhos de vento.
A historinha olhava e dizia:
- Puxa!, isso é que é enredo. Quem dera eu tivesse um enredo assim!
Outra era a história de um médico que virava monstro e de um monstro que virava médico. Tinha também a história de um rei que tinha uma távola redonda. Todas as histórias tinham enredo, menos a nossa.
Um dia, nossa história decidiu, “vou sair pelo mundo e vou encontrar um enredo, custe o que custar”.
Assim, nossa história correu mundo, conheceu todos os lugares, viu cidades imensas, ouviu a queixa das pessoas, o som das trombetas e o barulho dos cascos dos cavalos do rei. Viu bandidos serem enforcados, foi presa, foi solta, foi presa de novo, fugiu.
Assim, os anos se passaram, e assim a nossa história voltou ao ponto de partida. Agora, já era uma velha história, uma história que os pescadores contavam nas noites de lua, as velhas contavam para as crianças dormir, e as pessoas sonhavam quando queriam esquecer da vida.
Um dia, nossa história estava para morrer. Então, ela reuniu em sua volta todas as pequenas anedotas da vizinhança, os episódios mínimos e as piadas sujas e disse:
- Meus amores, antes de partir tenho uma coisa muito importante para contar a vocês, que vão alegrar os homens, fazer as mulheres chorarem e apavorar as crianças.
Já era quase nada, quando conseguiu dizer:
- Era uma vez uma história bem pobrezinha, tão pobrezinha que não tinha personagens, não tinha começo, não tinha meio, não tinha fim, nem enredo ela tinha.
E morreu dizendo:
- Para que serve uma história sem enredo?
